Pornografia na internet é causa de demissões
A empresa DaimlerChrysler antiga Mercedes demitiu recentemente 11 funcionários da unidade de São Bernardo do Campo (SP) por terem em seus computadores fotos ou vídeos pornográficos. A empresa já tinha comunicado aos funcionários que não permitiria esse tipo de prática.
De acordo com o dicionário Michaelis, pornografia é a arte ou literatura que ofende o pudor, que é contrário à moral. A exibição de livre acesso pela internet de conteúdo que excite a sensualidade deve ser considerada exposição pública. A pornografia de livre acesso, na internet, em recintos abertos ao público, sem que se resguarde um mínimo de privacidade ao cidadão ou criança que descuidadamente possa acessar tal conteúdo é questionada pela sociedade.
O consultor de Informaria da Empresa Animalworld, Rômulo Costa lembra que na empresa Crysler, foram punidas apenas as pessoas que guardavam o material que recebiam em seus computadores. “As pessoas acreditam que nunca vão ser punidas. Por isso, além de receber e acessar material pornográfico, eles também armazenam isso em seus documentos”, acredita ele.
No site do Instituto Brasileiro de Política e Direito da Informática (IBDI), podemos encontrar informações sobre a responsabilidade dos sites de busca e também sobre os webmasters brasileiros que estejam atentando contra o pudor público.
A idéia defendida é de que os sites de buscas deveriam criar duas bases de dados paralelas e isoladas entre si, na qual uma destas seria destinada a páginas com conteúdos direcionados ao público em geral e outro sistema de busca concentrando "web pages" com material aviltante lesivo a moral pública.
Outra discussão que pode ser conferida no site do IBDI é que grande parte dos presos por crimes sexuais possuem grande quantidade de material pornográfico.
Érica Barros - barroserica@hotmail.com
Escrito por aluno de JOL da PUC-Campinas às 19h50
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Casais homossexuais sem problemas
Cada vez mais os casais homossexuais se adaptam aos tempos modernos, em que estão presentes preconceitos e doenças sexualmente transmissíveis. Para que tenham uma vida sexual ativa, sem problemas, é preciso que fiquem atentos e previnam-se.
É o caso do homossexual F.L.C. que considera seu relacionamento igual ao dos casais heterossexuais, maduro e estável, algo difícil entre os gays. Outro problema é a vida privada que eles levam. “Quando você está em público tem que se policiar a todo instante e manter um distanciamento”, diz F.L.C.
Segundo os dados do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids (Unaids), órgão que luta no combate a doença, cerca de 20% dos casos brasileiros estão entre os homossexuais masculinos, apesar do país realizar constantes campanhas de conscientização.
F.L.C faz uso de preservativos e, mesmo assim, tanto ele quanto seu parceiro, já fizeram exames para detectar o vírus do HIV e, aos poucos, estão abandonando a camisinha. Ele considera importante o diálogo entre ambos para que o namoro continue bem.
No Brasil existem várias organizações não-governamentais que preocupam-se no combate à aids. Elas prestam serviços a comunidades, realizam seminários e distribuem preservativos. Para saber mais sobre essas instituições acesse o site: www.aids.gov.br
Vivian Cristina de Sousa - sousavivi@yahoo.com.br
Escrito por aluno de JOL da PUC-Campinas às 18h11
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Alucinações prazerosas e perigosas
O LSD, dietilamida do ácido lisérgico, desperta interesse exatamente por provocar alucinações. Também conhecida como ácido, ou popularmente chamado de “doce”, a droga mais usada nos anos 60 voltou à “moda” no final dos anos 90.
O LSD foi descoberto em 1943 pelo químico suíço Dr. Albert Hoffman, que pesquisava sobre o ergot, fungo que atacava o centeio. Ao realizar experiências com o ácido dietilamida d-lisérgico, a vigésima quinta substância extraída numa série de testes com o fungo, Dr. Hoffman absorveu, acidentalmente através da pele, uma pequena quantidade da substância. O químico, intrigado com os efeitos que ela causou, batizou-a de LSD-25 e iniciou novas pesquisas. Mais tarde, escreveu um relatório que chamou a atenção do mundo científico para a descoberta de uma droga que, segundo o cientista, podia deflagrar um estado de realidade alterada.
Segundo o Dr. Anthony Wong, diretor do Centro de Assistência Toxicológica da USP (Ceaotox), a mudança nas percepções ocorre porque o LSD (que é um líquido inodoro e incolor geralmente mergulhado num pedaço de papel de filtro e colocado pelo usuário debaixo da língua) quando ingerido, distribui-se pelo corpo todo e em poucos minutos atinge o cérebro, principalmente a área da ideação, estimulando o aparecimento dos fantásticos sonhos coloridos. A intensidade dos efeitos da droga depende da dose utilizada e variam de um indivíduo para outro, de acordo com sua personalidade e com os tipos de interesse que desenvolve. As alucinações podem ser visual, auditiva, tátil, olfativa, gustativa ou percepção anestésica na ausência de um estímulo externo.
O Dr. Wong afirma que o LSD não costuma levar o usuário à dependência física, mas que a droga causa tolerância, ou seja, quando usada com freqüência, a pessoa precisa de doses cada vez maiores para sentir os mesmos efeitos. De acordo com o Dr., o ácido pode desencadear a esquizofrenia em quem tem pré-disposição, fazendo com que a pessoa, mesmo depois de cessado o efeito da droga, continue apresentando alterações perceptivas.
O webdesigner P.C., de 20 anos, utilizou a droga pela primeira vez em março deste ano. Ele está entre o grupo de pessoas que mais usa a droga, segundo o Ceaotox: jovens de classe média e média alta (já que LSD é uma droga cara, uma “folha” custa em torno de R$30,00). P.C. conta sua experiência: “eu senti meu corpo dar uns calafrios e fui pro sol. Eu sentia o sol entrando de verdade na minha pele e passei o dia inteiro dando risada”. Desde então, ele afirma usar LSD com freqüência, mas afirma ter medo dos efeitos que ele pode causar “olha essa frase que eu li uma vez: o ácido abre uma porta que jamais será fechada ou fecha uma porta que jamais será aberta”. Pois é, tudo na vida tem conseqüências. A questão é: vale a pena arriscar?
Dica de site: Drogas e álcool - efeitos químicos, recuperação e tratamento.
Dica de filme: Medo e Delírio em Las Vegas, do diretor Terry Gilliam. O filme conta a história verídica da viagem do jornalista Hunter S. Thompson à Las Vegas em que ele usa diversos tipos de drogas, entre elas, o LSD – mostrando os efeitos delas na mente do fundador do chamado Jornalismo Gonzo.
Camila Gomes – camilagomestp@yahoo.com.br
Escrito por aluno de JOL da PUC-Campinas às 18h08
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Aborto na agenda política
A deputada federal Jandira Feghali (PC do B- RJ) deu início a uma discussão polêmica ao apresentar à Comissão de Seguridade Social e Família, o Projeto de Lei 1135/91, que prevê a descriminalização do aborto no Brasil. O Projeto deveria ter sido votado por esta Comissão, no dia 19 de outubro, mas alguns parlamentares pediram vistas do relatório, que não deverá ser votado antes da realização de audiências públicas sobre o tema, ainda sem data definida.
O Projeto de Lei adotou o texto do anteprojeto apresentado pela ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéia Freire, na Câmara Federal. O texto foi elaborado por uma Comissão Tripartite, formada por integrantes dos poderes Executivo e Legislativo e por membros da sociedade civil e propõe uma profunda revisão na Legislação brasileira sobre o aborto.
Entre as propostas do anteprojeto estão a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação e, em qualquer período gestacional quando a gravidez implicar risco de vida à mulher ou em casos de má formação fetal de modo a impedir a vida. O Sistema Único de Saúde (SUS) deverá realizar a interrupção da gravidez e, além disso, os planos de saúde seriam obrigados a cobrirem os gastos com o aborto. Nos casos de menores de 18 anos, haverá a necessidade de autorização do Ministério Público e dos responsáveis legais.
Segundo o deputado federal Durval Orlato (PT- SP), que é contra a descriminalização do aborto, a maioria dos deputados que fazem parte da Comissão de Seguridade Social e Família estão tendenciosos a aprovar o relatório da deputada federal Jandira Feghali. Após ser votado nesta Comissão, o relatório é encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania e, só então ao Plenário da Câmara dos Deputados.
As opiniões a respeito do Projeto de Lei não se dividem somente no âmbito da Câmara dos Deputados, mas também entre os cidadãos comuns. São poucos os que demonstram convicção irredutível a respeito do tema. Para o jornalista Wilson Cassanti, que é Ministro da Palavra da Paróquia Santa Isabel de Campinas, o aborto é injustificável sob quaisquer circunstâncias. “A vida existe a partir do momento da concepção, portanto praticar o aborto mesmo que até a 12ª semana de gestação é inconcebível. Nos casos de má formação fetal, desde que não implique em risco de vida para a mulher, a criança não deve ser privada de nascer, os pais não têm o direito de decidir por uma vida” – argumenta.
Luana Dalmolin - luana_dalmolin@yahoo.com.br
Escrito por aluno de JOL da PUC-Campinas às 18h04
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Dream Theater lança novo álbum no Brasil
A banda de rock progressivo, Dream Theater, virá ao Brasil no mês de dezembro para três apresentações. A turnê, que divulga o mais novo álbum, Octavarium, passará pelo Rio de Janeiro no dia 09, e nos dias 10 e 11, em São Paulo.
Na capital paulista, a banda se apresentará no Credicard Hall, que fica na Av. das Nações Unidas, 17955. Os ingressos variam de R$90 até R$240 e a censura é de 16 anos. Jovens de 14 e 15 anos de idade poderão assistir ao show desde que acompanhado por um responsável legal.
Em Campinas, os interessados em ver o vocalista canadense James LaBrie, no comando de uma das mais bem conceituadas bandas de progressivo dos últimos tempos, podem adquirir sua entrada no Posto Ipiranga Gravatinha, no Jardim Bela Vista.
O grupo, que mistura rock progressivo e heavy metal, com influências da música clássica, volta ao Brasil após seis anos. A última vez que o Dream Theater esteve no país foi em 1998, onde tocou no Festival Monsters of Rock.
A estudante universitária, Juliana Andreotti, 22 anos, que é “fã de carteirinha” da banda, nos conta sobre suas expectativas. “Há muito tempo eu vinha esperando por esse show. Quando eles vieram ao Brasil, da última vez, eu não pude ir. Mas agora eu já garanti minha presença”, disse empolgada.
Os ingressos de meia entrada só poderão ser comprados pela própria pessoa, nos postos de vendas conveniados ou nos locais do show. É bom lembrar que é necessário o documento que prove que a pessoa esteja estudando.
Bruno Leal Mendonça - blm045@hotmail.com
Escrito por aluno de JOL da PUC-Campinas às 18h01
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Verdades e mentiras sobre o seu uso medicinal da Maconha
Muito se diz sobre os efeitos da maconha tanto como droga do “mal”, como do “bem”. Alguns especialistas dizem que a canabis serviria como analgésico, para controlar náuseas e vomitos no tratamento de câncer, para aumento de apetite em pacientes com Aids e anorexia, acabar com espasmos e movimentos descontrolados, como no Mal de Parkinson, ataques epiléticos e a diminuição da pressão no globo ocular no glaucoma.
Entretanto estudos informam que estes efeitos são muito pequenos ou num grau igual a remédios já existentes. Segundo o doutor Gilmar Nepumoceno Araújo, oncologista, para cuidar dos efeitos colaterais da quimioterapia existem medicamentos mais eficientes. “Pra diminuir o vomito nós temos drogas muito mais adequadas que a maconha. Com relação à dor, nós temos a morfina que também controla bem a dor, do ponto de vista farmacológico essa polêmica não se confirma” afirma.
Dos 400 componentes da maconha o THC (tetrahidrocanabinol) é o mais usado com fins medicinais, entretanto o maior argumento contra é a dependência. Como qualquer droga lícita ou ilícita, ele provoca efeitos psicológicos e síndromes de abstinência. A doutora Claudia Vasconcelos Pierosi, nutricionista, afirma que o uso da droga é perigoso, pois ela vicia, criando assim outro problema para o paciente.
Com relação ao fato de abrir o apetite ela é categórica, pode abrir, mas para isso aumenta o metabolismo, queimando gordura. “Agente usa vitamínicos do complexo B, que aumenta o apetite. Mas jamais essa erva. A pessoa cria uma dependência, há um aceleramento do metabolismo, e a pessoa acaba perdendo peso”.
Os defensores do uso medicinal da canabis alegam que em alguns pacientes e em ratos de laboratório, os resultados foram satisfatórios. Já os médicos contra, afirmam que os resultados positivos são devido aos níveis diferentes do composto chamado maconha e que outros remédios dão conta do recado. A conclusão que se chega com estas controvérsias, é que ainda precisa-se avançar muito no assunto até que uma verdade seja alcançada.
nikolas capp - nikolas_cappll@yahoo.com.br
Escrito por aluno de JOL da PUC-Campinas às 17h28
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Homossexualismo na TV preocupa moradores
As novelas da rede Globo em horário nobre (às 20hs) têm trazido à tona assuntos que mexem com temas como o preconceito. Na novela Celebridade, as atrizes que protagonizavam um casal homossexual pareciam não estar contentes enquanto não tivessem a aceitação de todas as pessoas ao redor delas.
Na última trama de Glória Perez, América, o assunto homossexualismo voltou à tona, principalmente depois que Junior (Bruno Gagliasso) acabou por não beijar Zeca (Erom Cordeiro). Isso se deu ao fato de a autora de render ao conservadorismo global.
E esse conservadorismo está presente em todas as partes. O que será que constrangeu mais o público: a possibilidade de ver um beijo ou mesmo troca de carinhos entre pessoas do mesmo sexo ou a cena do cantor Daniel num quarto com as breteiras? Independente disso, o preconceito está presente.
Mesmo que as cenas de relacionamento homossexual não serem tão explícitas, esse tema abordado pelas telenovelas faz com que homossexuais encontrem uma certa força para se assumirem perante à família e a sociedade. No entanto, esse tipo de comportamento é tido como “errado” para muitas pessoas.
No centro da cidade de Campinas, por exemplo, existem casas freqüentadas pelo público homossexual e isso causa transtornos para os moradores mais antigos da região. Uma delas é a boate Double Face e a sauna Thermas Atlântida.
Situadas à Avenida Aquidabã, esquina com a Rua Barão de Jaguará, e à Rua Dr. Quirino, o movimento gerado por essas casas mais a presença de travestis chega a incomodar moradores, como no caso de Dona Maria dos Santos, moradora no Centro há mis de 30 anos: “essas pessoas fazem com que a gente não freqüente mais a praça (Largo do Pará) e evite passar com crianças próximas às essas ruas, para que elas não vejam o escândalo que eles fazem”.
No entanto, isso não passa de puro preconceito e, segundo Marcelo Oliveira, homossexual, “medo de que seus filhos gostem e queiram seguir o exemplo deles”. Marcelo acredita também que “o fato da novela ser apresentada em horário nobre e trazer esse tipo de assunto à tona facilita para a aceitação, que já se mostra mais presente até mesmo em casas gays, onde pessoas homossexuais começam a freqüentar principalmente pela busca de novos ritmos que os DJs de lá tocam”.
Karla Bressan - karla_jornal@yahoo.com.br
Escrito por aluno de JOL da PUC-Campinas às 17h26
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O Preço do Sucesso
Gabriel Baldocchi
Às dez horas da manhã o som que vem da rádio agrada. O conjunto é desconhecido. Ao longo do dia, aquela música se perde em pensamentos e afazeres. Uma hora da tarde e o almoço. Para relaxar; música. Ao ligar o rádio, o “dial” remete à estação apreciada pela manhã. Cinco minutos apenas são necessários para que aquela canção toque novamente. A repetição de uma música na programação de rádios comerciais pode parecer um atestado de qualidade. No entanto, as inserções nem sempre são fruto da vontade dos ouvintes, ou de qualidade musical.
O grande vilão da projeção de talentos na indústria fonográfica tem nome: Jabá. Esse é o apelido que deriva da gíria jabaculê. A palavra significa gorjeta, dinheiro, propina, mas quem já ouviu falar na prática de pagamento de jabás sabe que é muito mais que isso. A ação é fruto de negociação entre gravadoras, rádios e emissoras de televisão. Até aí, nada de anormal na comercialização das canções. As inserções, porém, aparecem em meio à programação “maquiadas” como as preferidas do público.
Recitar o termo “jabá” em meio à artistas é quase uma heresia. Os músicos atacam o procedimento ao alegarem a ausência de talentos nas programações devido à promiscuidade da ação. “Já é difícil ter dinheiro para gravar o cd. Arcar com os custos de divulgação e os valores de inserção, é praticamente impossível. Sabemos que os grandes produtores pagam e pagam caro”, queixa-se Igor Tsubaki, vocalista do Ladz, banda de Campinas que tenta emplacar após vitória do concurso Claro Q é Rock. Do outro lado, gravadoras, produtores e emissoras defendem a prática como uma variação de marketing.
O embate se esquenta ainda mais quando artistas ouvem frases como a do estudante Paulo Henrique Nogueira “Quando escuto rádio, ou alguma música na televisão e gosto, passo a atentar para aquela banda ou artista. Muitas das vezes compro meus cds por esses referencias. Até os 15 anos achava que as rádios reuniam os melhores, mas hoje sei que não é assim.”
O peso da influência das emissoras de rádio e programas de televisão no universo musical se confirma não só pela afirmação de Paulo. O produtor musical, Amauri Bretase, da produtra de Campinas, Piaf, garante a força delas “ Não há dúvidas que o melhor meio de uma banda crescer é a divulgação. A melhor delas é através das rádios”. Ele não cita o termo jabá, mas explica que cada rádio trabalha de um jeito para assimilar novos projetos de conjuntos. “ Tem rádio que cede espaço, tem rádio que acredita nos artistas e tem aquelas que cobram pelo espaço.”
Em Campinas, as emissoras não comentam o assunto. Mas apresentam homogênea e unânime opinião, na qual indicam que há espaço para quem tem talento. A cidade não produz artistas e bandas de projeção nacional há tempos. Afora Sandy e Júnior, o conjunto Quatro Fatos e que está o mais próximo da projeção nacional. “Campinas tem potencial, só é preciso que uma banda estoure para que o resto venha atrás, como aconteceu em Brasília e Porto Alegre.” comenta Amauri.
gabriel baldocchi - gabrielbcbaldocchi@yahoo.com.br
Escrito por aluno de JOL da PUC-Campinas às 17h24
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Você está satisfeito sexualmente?
Segundo os números, 59% dos homens e 54% das mulheres brasileiras estão, sim. Este foi o resultado de uma pesquisa coordenada pelo urologista Sidney Glina junto com o CDN Estudos e Pesquisas.
A pesquisa ouviu 2,1 mil pessoas em nove capitais do país e teve como principal curiosidade à constatação que 81% das pessoas distingue a vida sexual da afetiva e que os homens não são mais a maioria nesse grupo. Isso se deve, principalmente, a quebra de tabus ocorridas nas últimas décadas e o desinteresse pelo amor romântico que hoje em dia, parece não ser suficiente para manter uma relação.
Lucimara Prado tem 32 anos e concorda que atualmente homens e mulheres possuem as mesmas opiniões sobre sexo, mas discorda que o romantismo tenha acabado. “Estou com a mesma pessoa desde os 15 anos e ainda sonho com o casamento na igreja, com toda aquela pompa. Acredito que por mais que estejamos preocupadas com nosso futuro profissional, toda mulher traz consigo um lado romântico”. Essa preocupação com o lado profissional é um dos alicerces da revolução feminina. As entrevistadas na faixa de 18 a 25 anos, afirmam que nessa época da vida, os relacionamentos servem mais pra aprendizado e não como um plano para o futuro.
Outro ponto abordado na pesquisa foi a importância das preliminares. Apenas 2% das mulheres responderam que elas são fundamentais, porém 53% reclamaram dos parceiros nesse quesito. Essa é outra eterna discussão na guerra dos sexos. Enquanto as mulheres reclamam da falta de carinho antes da transa, os homens acham que elas dão mais importância pra isso do que para o próprio sexo e afirmam: “Nós também precisamos sentir esse toque. Por que elas se esquecem disso?”, é a pergunta do estudante Daniel Dias.
Os brasileiros ainda se destacam em outra característica: para eles, a freqüência é mais importante do que a qualidade.
Leivanira Prieto - leivy.fkr@terra.com.br
Escrito por aluno de JOL da PUC-Campinas às 17h21
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Novo estilo de punk rock conquista os jovens
Você consegue imaginar uma banda de rock’n roll da pesada, com boas letras e um ritmo mais suave, composta geralmente por quatro rapazes com guitarras, camisetas apertadas, jeans largados e cabelo da moda, onde o que realmente importa é a emoção, tocar a fragilidade humana? Esse estilo é a nova onda do rock’n roll que vem arrastando legiões de fãs nos últimos anos.
Conhecido como emotional hardcore ou emocore, existe algumas contradições no meio musical a respeito do surgimento do estilo, alguns afirmam que Zen Árcade (1984) do Hüsker Dü teria sido o primeiro álbum EMO. Outros vão mais longe e apontam o disco de estréia dos Descendents, Milo Goes To College (1982), como a fonte de origem. Para outros, e a grande maioria, destacam para uma pequena cena de Washington DC (EUA), que abrangeu Rites of Spring, Embrace, Dag Nasty e outros artistas do selo Dischord Records, de Ian MacKaye como o marco inicial desta nova vertente do rock.
No ano de 1984, com o final da cena hardcore nos Estados Unidos, o rock acabou se dividindo em dois seguimentos, o trash metal e o punk rock. Porém, essa dissipação acabou criando um novo estilo de punk rock, o EMO. Discos lendários gravados entre 1984 e 1986 viram este novo estilo de música se cristalizar e começar a se estender por todo os Estados Unidos.
Durante sua longa permanência no underground, o EMO foi retomando suas raízes hardcore. Ainda existe o mesmo sentimento de independência e as opiniões se dividem sobre o verdadeiro estilo punk e os protestos contra as grandes gravadoras. Como o hardcore, o EMO valoriza a comunidade acima de tudo, mas enquanto o hardcore tem uma tendência mais radical e fascista, o EMO sede espaço para as emoções e os sentimentos tanto em sua melodia, como em suas letras e estilo de seus seguidores, que diferente das outras vertentes do rock, é formado em sua grande maioria por mulheres.
“Ser EMO, é muito mais do que fazer barulho e protestar, como a maioria das outras bandas, ser EMO é assumir uma postura diante da sociedade e do mundo, admitir seus sentimentos e estilo”, assim define o estudante Vitor de Carvalho, 17, adepto do estilo que não perde um CD e entrevista do Jimmy Eat World, segundo sites jovens e revistas do gênero, o maior representante do movimento EMO atualmente, que traz nas letras de sua música, detalhes sobre paixões e desilusões amorosas.
“O EMO se emociona com a letra das músicas, é uma pessoa sensível, é pura emoção. O homem EMO não tem vergonha de se declarar e adora um melodrama, são muito mais especiais que a maioria dos outros garotos, pois deixam o sentimento falar mais alto. Se todos os homens fossem assim... “, Marina Martins, 19, é namorada do estudante Vitor de Carvalho e cursa moda na faculdade de Belas Artes em São Paulo/SP.
Desde o surgimento do rock, muitos estilos surgiram e marcaram época, talvez o emocore seja só mais um dele, porém o importante é que não se perca nunca a essência do rock ‘n roll e todas as semelhanças entre todos esses estilos, a liberdade e a paixão pela música.
gabriela.oliveira@boschrexroth.com.br
Escrito por aluno de JOL da PUC-Campinas às 16h52
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Os riscos da primeira vez
Pensar em sexo aos 13 ou 14 anos é algo muito normal. Mesmo cheias de dúvidas e em alguns casos, sem nem mesmo saber como se prevenir, as jovens perdem a virgindade e aumentam várias estatísticas. Uma delas é a do CAISM, Centro de atenção integral a saúde da mulher na Unicamp, que contabiliza cerca de 30% das mulheres que dão a luz têm menos de 18 anos.
Bruna Cussolim é uma jovem de 16 anos que perdeu a virgindade com seu primeiro namorado aos 15 anos. Ela diz que foi tudo muito pensado e se dizia preparada para aquele momento: “O Rafael, meu namorado na época, foi muito carinhoso e soube esperar a hora certa. Ele não era virgem e me respeitou muito. Desde quando começamos a namorar, comecei a tomar pílula pois sabia que ele era a pessoa certa pra mim. O namoro acabou, mas restou uma grande amizade”.
O caso de Bruna não pode ser considerado uma regra, pois a cada 10 jovens de 13 a 16 anos, 6 dizem ter se arrependido da primeira vez.
O arrependimento vem quando não se tomar todas as medidas de prevenção para o sexo seguro: A garota deve tomar a pílula anticoncepcional 2 meses antes da primeira relação e o garoto usar sempre o preservativo, tanto para evitar uma gravidez indesejada quanto para doenças sexualmente transmissíveis.Se prevenir é o melhor remédio.
Mariana Melo
Escrito por aluno de JOL da PUC-Campinas às 16h22
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Que tal um Swing?
A velha palavra intimidade parece mesmo estar fora de época, foi substituída pelo voyeurismo, até mesmo nas relações entre casais os conceitos estão mudando. Swing, uma prática sexual onde as pessoas podem ver outras fazendo sexo e serem vistas na mesma situação, vem ganhando os tempos atuais e hoje é considerado como algo moderno nas relações amorosas. Se você é contra ou tem preconceitos a este respeito, é melhor não começar a ler esta matéria.
“Quando tinha 18 anos, tudo o que eu queria fazer era proibido e censurado por meus pais”. A frase que carrega consigo mágoa e rancor é de Robson*, atualmente com 30 anos e noivo há um ano e meio. O empresário do ramo de logística revela que pratica a troca de casais porque considera uma forma de expressar sua liberdade e sentir que nada é proibido. Robson disse que não sente ciúme ao ver sua namorada com outro homem. “Se ela quer transar com outro é melhor eu saber do que ela fazer pelas minhas costas”, afirma.
Sua namorada de 27 anos, a professora de inglês Carolina*, diz ser totalmente a favor da troca de casais. “Eu passei a ter mais confiança no que sentia por ele, por isso, peço permissão antes para ele, paquero um homem bonito, de aparência legal e vou para cama. Meu noivo sempre vê e fica muito excitado”, revela fazendo jus ao conceito do namorado “É melhor ele saber de tudo do que eu chifrá-lo”.
Outro adepto do swing é Carlos*, 28 anos, estudante de Publicidade e Propaganda. O universitário que é homossexual, sempre freqüenta casas de swing onde acredita que o jogo de sexo e sedução é enorme, apesar disso, revela que não namora, pois não admitiria ver seu parceiro com outra pessoa.
A respeito de doenças sexualmente transmissíveis, os três entrevistados disseram não transar sem preservativo e antes conhecer o corpo dos parceiros. “É uma precaução primordial” disse a professora. Carlos por sua vez, contou que já manteve relações sexuais com uma pessoa soropositiva. “Foi normal, pois ele me alertou e tomamos todas as precauções”, revela.
*os nomes foram modificados para preservar a identidade dos entrevistados.
Leia mais:
www.eleela.com.br www.suaveswing.com.br
Escrito por aluno de JOL da PUC-Campinas às 15h54
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Sexo na terceira idade
Para a maioria dos jovens de hoje entrar na terceira idade significa cadeira de balanço, novela e crochê. Mas não é bem assim que acontece na prática. Apesar do preconceito cada vez maior, da vergonha de entrar no assunto, o pessoal que atravessou a barreira dos sessenta ainda tem uma vida sexual ativa.
Segundo a psicóloga Sandra Costa a atividade sexual depende das características físicas, psicológicas, e do contexto cultural do ser humano. Ela diz que segundo Freud a libido começava na infância e se prolongava ao longo da vida, sendo saudável manter atividade sexual responsável na terceira idade.
Mas a realidade é que o preconceito ainda ronda a sociedade moderna. O aposentado Roberto Reis diz que encontrou o amor aos 65 anos, mas a família da parceira quase acabou com o namoro. “Quando conheci a Odete ela tinha 62 anos e tinha ficado viúva, os filhos dela acharam um absurdo o nosso namoro. Ela quase desistiu, mas eles tiveram que aceitar”. Segundo seu Roberto o casal está junto há seis anos e vivem um amor como todos os outros, inclusive com sexo.
A psicóloga Sandra Costa explica que na terceira idade a atividade sexual está comprometida pelas próprias mudanças fisiológicas do corpo, mas que não são mudanças patológicas causadas por doenças que se pode ter em qualquer idade ao longo da vida. “Os idosos são capazes de fazer sexo e ter prazer como qualquer pessoa, mas é claro que comparado a um garotão de vinte anos existe diferença na quantidade não na qualidade”, afirma a psicóloga.
De acordo com uma pesquisa feita por uma indústria farmacêutica americana, de cada cinco mulheres que entram na menopausa, quatro mantém atividade sexual ativa. O que mostra que amor e sexo não tem idade, basta enfrentar o preconceito e entender que o sexo feito com responsabilidade é uma atividade natural.
Karina Biancalana - karybianc@gmail.com
Escrito por aluno de JOL da PUC-Campinas às 15h48
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Pearl Jam arrasta milhares de fãs em turnê Sul-americana
Quinze anos de espera. E agora que falta tão pouco, parece que o tempo não passa. É dessa forma que os fãs do Pearl Jam estão se sentindo agora. Nascida no ninho do grunge, a cidade americana de Seattlle, o grupo liderado por Eddie Vedder desembarca no Brasil dia 28 deste mês para uma mini-turnê de cinco shows por aqui. A banda começa por Porto Alegre (28 de novembro) e Curitiba (30 de novembro), passa por São Paulo (2 e 3 de dezembro) e finaliza no Rio de Janeiro (4 de dezembro). Antes disso, toca no Chile e na Argentina, em sua primeira passagem pela América do Sul.
“Eu nem estou acreditando. Todo ano rola esse boato que eles vêm pra cá, mas agora é de verdade!”, diz Rafael Cruz, que já garantiu sua entrada para o dia 2 de dezembro. Entradas, aliás, que foram disputadas bravamente. Para os shows de São Paulo, os 80 mil ingressos praticamente acabaram em uma semana e meia. Isso por que eles custavam entre 80 e 150 reais, preço salgado para os bolsos brasileiros. Mas Rafael disse que não há dinheiro que pague por isso. “Quando começou a vender, eu fui e comprei. Nem perguntei o preço. O que importa é que vou vê-los de perto”, entusiasma-se ele.
Mas o sucesso do Pearl Jam é um fenômeno raro pelas circunstâncias. Apesar da banda ter explodido com o primeiro álbum, sempre foram avessos à mídia. Tanto é que ficaram anos e anos sem lançar um videoclipe. E quando o fizeram, proibiram a MTV americana de veiculá-lo. Compraram briga com a Ticketmaster por ingressos mais baratos, e criticam o presidente norte-americano George W. Bush sempre que podem.
Mesmo assim, a legião de fãs do grupo é imenso. “O fato deles terem uma posição declarada, não serem aquelas bandas que se vendem por qualquer tostão, faz as pessoas acreditarem neles. E os fãs do Pearl Jam são fiéis. São fãs de verdade”, garante Ana Paula Burger, estudante de jornalismo e mais uma das 40 mil pessoas que estarão no Pacaembu no dia 3 de dezembro.
A preocupação com os fãs é outro fator que aumenta a adoração pela banda. “Eles brigaram com uma das maiores empresas de espetáculos dos EUA (Ticketmaster) por causa dos preços dos ingressos. Eles se importam com a gente”, diz Ana Paula, que lembra que o Pearl Jam não se apresenta em estádios com mais de 40 mil pessoas por fatores de segurança. Essa preocupação quase cancelou os shows da banda em São Paulo.
Tudo isso certamente transforma o Pearl Jam em uma das maiores e mais influentes bandas dos últimos quinze anos. A longevidade do grupo é rara hoje em dia, época em que bandas são fabricadas por gravadoras apenas para ganhar dinheiro. E acabam sumindo pouco depois.
Leonardo Lourenço - leo.preto@gmail.com
Escrito por aluno de JOL da PUC-Campinas às 15h41
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Pearl Jam disponibiliza show em site oficial
A banda estadunidense Pearl Jam que se apresentará nos dias 2 e 3 de dezembro em São Paulo, no Pacaembu, esta “agitando” a população jovem. O grupo que fará neste final de semana a sua primeira apresentação no Brasil, vai disponibilizar, poucas horas após as apresentações, um download dos shows na América Latina. Os arquivos para o download estarão disponíveis no site oficial da banda.
Toda esta "agitação" do público pode ser observada no site de relacionamentos Orkut. A parte de eventos da comunidade "Pearl Jam no Brasil! Eu vou", atualmente com 78.184 usuários, mostra caravanas que partirão de todos os cantos do país.
O estudante Mauro Monezi, 16, mora em Recife (PE) e vai assistir à apresentação no estádio do Pacaembu (SP) no dia 3 de dezembro. O ingresso custou R$ 120 mais R$ 24 de taxa e já foi garantido por um primo paulistano, dono da casa onde o estudante ficará hospedado. "Eu acho caro, mas é o Pearl Jam. Se eu pudesse, compraria ingresso para os dois dias", conta Monezi, que ainda terá despesas com as passagens de avião.
O Brasil terá ainda outros três shows em Rio de Janeiro (4/12), Curitiba (30/11) e Porto Alegre (28/11). Todos os convites, nos locais oficias de vendas estão esgotados, agora a opção que resta para os que ainda não compraram os convites e’ comprar de vendedores ambulantes que certamente estarão nas redondezas dos locais do show.
cepater@br.lenovo.com
Escrito por aluno de JOL da PUC-Campinas às 19h38
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